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  • Cadastro com o behavior Insert Record e enviando os dados ao mesmo tempo por e-mail

    Olá a todos. Como foi o Natal e Ano Novo de todos vocês?
    Espero que tenha sido de muita paz, felicidades, saúde
    e sucesso. Afinal de contas, é tudo isso que desejo a
    todos vocês!

    Bom, tenho percebido dúvidas de diversas pessoas em realizar
    um cadastro com o Dreamweaver através do behavior
    Insert Record e ao mesmo tempo enviar esses dados para um e-mail
    .
    Então, neste artigo trataremos sobre tal asunto.

    Para este artigo, considere a instrução SQL abaixo
    para criarmos a tabela que será utilizada como exemplo.

    CREATE TABLE `autor` (`aut_id` int(11)
    unsigned NOT NULL auto_increment,
    `aut_nome` varchar(100) NOT NULL default ”,
    `aut_desc` text NOT NULL,
    PRIMARY KEY (`aut_id`) )
    ENGINE=MyISAM DEFAULT CHARSET=latin1;

     

    Primeiramente, vamos utilizar o behavior Insert Record
    Form Wizard
    para criarmos o formulário e os
    códigos necessários para a inserção
    dos dados no banco de dados. O behavior se localiza na aba Application como
    você pode observar na imagem abaixo:

    Uma vez clicado na opção demostrada acima – Record
    Insertion Form Wizard – teremos o painel Record Insertion
    Form
    . O qual deverá ser configurado como demonstrado
    abaixo:

    Explicando a configuração do painel Record
    Insertion Form

    . Connection: escolha
    sua conexão com
    o banco de dados a ser utilizado;

    . Table: tabela
    que armazenará o cadastro
    a ser realizado (acima há uma instrução
    SQL para que tal tabela possa ser criada);

    . After inserting, go to:
    página que
    virá após o cadastro;

    . Form fields:
    temos os campos que irão
    compor o formulário.

    O resultado final através do modo de visualização Design
    View
    , será o seguinte:

    Agora alterne para o modo Code View. Assim
    poderemos colocar a "mão na massa" e acrescentar
    no script gerado pelo Dreamweaver uma forma de enviar os dados
    para um determinado e-mail.

    Primeiramente, você deve localizar a linha 43 (em meu
    caso) do script como demonstrado na imagem abaixo:

    Nesta linha, ocorre a inserção dos dados no banco
    de dados. Então, poteriormente a essa linha, utilizaremos
    a função
    mail do PHP
    para enviarmos um e-mail com os dados. Observe
    a imagem novamente:

    Bom, da linha 45 a 54, criamos a mensagem que será o
    corpo do e-mail. Observe que incluímos os dados vindos
    do formulário. Na linha 55 criamos um header que será o
    cabeçalho do e-mail. E finalizamos na linha 56, onde enviamos
    o e-mail através da função
    mail
    .

    Com isso, concluímos nosso objetivo, ou seja, realizar
    um cadastro e ao mesmo tempo enviar um e-mail com os dados cadastrados.

    Aconselho a consultar mais detalhes
    sobre a função mail no Manual do PHP
    caso
    você não tenha experiência com ela.

    Se desejar, você pode fazer o download
    da página que utilizei como exemplo
    neste artigo.

    Um abraço a todos e até o próximo.

  • O que ficar de olho em 2007

    Quem acompanha, mesmo que de longe, o mundo da tecnologia, sabe
    que a velocidade no lançamento de novos produtos é cada
    vez maior. Em um ano muitas novidades chegam e saem do mercado
    e 2006 não foi diferente.

    A palavra mobilidade veio para ficar e com ela as redes sem
    fio. Hoje encontramos estas redes em praticamente qualquer lugar
    e mesmo apresentando alguns problemas de segurança elas
    não pararam de avançar sobre suas irmãs,
    as redes cabeadas. Novas tecnologias como o WiMAX prometem ser
    o passo definitivo para a popularização do acesso
    Internet em qualquer ponto e local. É ficar de olho.

    A mobilidade anda junto com a convergência. Neste campo
    não posso deixar de falar dos  smartphones. Aqueles
    aparelhos que além de serem câmeras digitais fazendo
    fotos e vídeos, tocadores de MP3, PDA’s, computadores
    de bolso e navegarem na Internet, em algumas situações
    até podem ser utilizados como telefones (se é que
    podemos ainda chamá-los disto). Algumas novidades já estão
    chegando como os smartphones compatíveis com o VoIP (Voz
    sobre IP) e as redes sem fio. Isto permite a realização
    de ligações telefônicas muito mais baratas
    com o seu próprio aparelho. Esta é uma mistura
    explosiva (no bom sentido é claro): VoIP + redes sem fio
    + smartphones.

    Uma batalha que apenas começou acontece entre os novos
    formatos de DVD. Especificamente entre o Blue Ray e HD-DVD. Apesar
    do HD-DVD ter ganho o primeiro round, em 2007 teremos  os
    movimentos realmente importantes. Cada padrão é patrocinado
    por grandes empresas e o mercado é de alguns bilhões
    de dólares. Certamente teremos muitas novidades no próximo
    ano.

    Outra briga que aconteceu em 2006 foi entre os navegadores Firefox
    e o Internet Explorer. Pessoalmente me parece que IE perdeu o
    bonde da história pois nem bem foi lançado o IE
    7 e vendo o Firefox 3 dá para concluir que a Microsoft
    vai precisar muito em breve de um IE 8. Vamos acompanhar os próximos
    passos.

    2006 foi o ano da consolidação dos tocadores multimídia
    portáteis, sendo o iPod o grande vencedor. Mas tem muita
    gente correndo atrás como a Microsoft, Sandisk, Samsung
    e outros. Para nós usuários só teremos vantagens
    como preço baixo, alta capacidade e muitos recursos.

    Neste natal ganhamos de presente os lançamentos dos consoles
    Playstation 3 e Wii, sem esquecer do Xbox 360 que também
    está no páreo. Pelo que tudo indica o Wii está ganhando
    espaço entre os Gamers mas vamos conferir.

    E a TV Digital? Bem, esta era para 2006 mas ficou, quem sabe,
    para 2007 ou depois. Sobre este assunto não dá para
    falar nem com bola de cristal.

    Um excelente 2007 para todos com muita PAZ, saúde e novidades

    Um forte abraço e até a semana que vem.

  • Boas práticas de E-mail Marketing

    Para que uma campanha de e-mail
    marketing seja bem sucedida, existem alguns princípios
    básicos a serem seguidos. Cada um deles merece um artigo
    especial, pois certamente há muito que falar. Por isso,
    tentarei ser breve!

    E-mail Marketing não deve ser SPAM

    Se SPAM é toda correspondência virtual não
    solicitada, então seu primeiro contato com um possível
    cliente não deve ser feito por e-mail, já que,
    até aquele presente momento, ele não estabeleceu
    nenhuma relação com você e, logo, não
    solicitou seu contato. Além disso, as chances de sucesso
    e de retorno de um e-mail de primeiro de contato são baixas,
    pois esta aproximação exige um cuidado especial
    e técnicas que despertarão o interesse do usuário
    em sua empresa.

    Para que um e-mail marketing não seja considerado SPAM,
    não basta constar uma observação no rodapé da
    mensagem. Os endereços para os quais os e-mails marketing
    são enviados devem ser válidos e sua mensagem não
    deve ser considerada como não solicitada.

    Tudo bem, você trabalha apenas com e-mails opt-in. Então,
    cuidado ao estabelecer a filtragem de usuários que receberão
    sua mensagem, senão, um mesmo usuário pode receber
    a mesma mensagem diversas vezes. E isso, além de ser SPAM,
    causará um grande descontentamento do usuário com
    você ou sua empresa.

    Usuários opt-in

    O passo inicial para que você possa começar a trabalhar
    com e-mail marketing é coletar endereços de e-mail
    válidos, que são endereços de pessoas que
    realmente aceitaram fazer parte de seu banco de dados e estão
    cientes do tipo de correspondência que poderão receber.
    Estes são os endereços opt-in. Uma forma de conseguir
    usuários opt-in para seu banco de dados é através
    de formulários de contato ou cadastro em seu site que
    contenham um campo com a opção “Aceito Receber
    E-mails desta Empresa”. Assim, você oferece a possibilidade
    de escolha a seus usuários e trabalha apenas com e-mails
    legítimos, daqueles que estão realmente interessados
    em seu produto.

    Outra forma é inserir, em todas as páginas de
    seu site, um campo exclusivo para cadastro de e-mails, do tipo “insira
    aqui seu e-mail para receber nossos boletins” e divulgar
    estes boletins no site, de forma que os usuários tenham
    acesso ao tipo e qualidade de informação que receberão
    em seus e-mails ao efetuarem o cadastro, incentivando-os a preencher.

    Faça também a boa e velha propaganda boca a boca,
    que passará a ser feita, posteriormente, por seus clientes
    satisfeitos, portanto, invista em qualidade de conteúdo
    e respeite-os.

    Relações comerciais

    Você também pode enviar correspondência a
    endereços de e-mail que estabelecem uma relação
    comercial com você e/ou sua empresa: relações
    que resultaram em transações comerciais entre o
    remetente e o destinatário da mensagem, correspondência
    previamente iniciada por um indivíduo, incluindo a solicitação
    de informações, respostas a questionários
    de pesquisas, concursos ou contato off-line. Por isso, armazene
    os e-mails de todos que entraram em contato com você, pois é mais
    uma forma de enriquecer seu banco de dados com endereços
    válidos.

     Lembre-se: e-mails comerciais não solicitados não
    devem ser enviados.

    Política de Privacidade

    Crie uma política de privacidade que pode ser acessada
    a partir do e-mail marketing recebido pelo usuário. A
    política de privacidade assegura que os dados que você possui
    dele estão protegidos e não serão repassados
    a terceiros sem prévia autorização. A política
    de privacidade deve estabelecer quais dados do usuário
    são utilizados, os métodos utilizados para a coleta
    destas informações pessoais e o comprometimento
    da empresa com sua utilização. A política
    de privacidade deve, ainda, respeitar a opção do
    usuário que não autorizar a manipulação
    de seus dados pela empresa. Ao optar por enviar e-mail-marketing,
    utilize uma ferramenta que permita ao usuário ver apenas
    seu endereço de e-mail no campo do destinatário.
    Divulgar a lista de todos os endereços que você possui é antiético,
    perigoso e viola a privacidade de cada um; e-mails marketing
    cujo destinatário se resume a um "undisclosed recipient" são
    recebidos por seus clientes com a impressão de que eles
    são só mais um em seu banco de dados, e que você não
    faz questão nenhuma de enviar uma mensagem exlcusiva para
    ele. Nada bom.

    Opção de Opt-out

    Todo usuário deve ter a opção de remover
    seu endereço de e-mail do banco de dados da empresa se
    não desejar receber aquele tipo de correspondência
    e, ao solicitar a remoção, a empresa deve se comprometer
    a não mais enviar correspondências àquele
    endereço de e-mail.

    Seja transparente

    Permita que o usuário visualize o nome e endereço
    remetente da mensagem. Atitudes simples assim, podem deixar sua
    empresa mais próxima do usuário e tornar seu e-mail
    confiável. Se o endereço que você está utilizando
    não aceita respostas, deixe isso claro no corpo do e-mail
    e ofereça um endereço alternativo para que o usuário
    possa entrar em contato com você.

    O Assunto também é importante

    As pessoas decidem se vão abrir ou não determinada
    mensagem de e-mail pelo seu Assunto. Por isso, escolha um que
    seja atraente e, ao mesmo tempo, honesto para o usuário.
    Se seu e-mail diz respeito à nova coleção
    outono-inverno de vestuário, não utilize um assunto
    do tipo “Urgente!!!”. Ser claro e objetivo é a
    melhor estratégia para que os usuários se interessem
    por seu conteúdo. Evite utilizar frases longas neste campo,
    já que alguns softwares exibem apenas determinada quantidade
    de caracteres e a interpretação do assunto pode
    ficar prejudicada se omitida.

    Conteúdo relevante

    Respeite seu usuário: se ele lhe deu crédito e
    abriu seu e-mail, ofereça algo que seja importante e/ou
    relevante para ele. Sempre insira a marca de sua empresa no conteúdo
    para que o usuário reconheça de imediato que aquela
    comunicação é sua e, se possível,
    personalize as mensagens. Inserir o nome do usuário é tão
    básico que não pode ser considerado personalização,
    por isso, crie diferentes e-mails para diferentes públicos.
    Você pode segmentar por faixa etária, cidade, sexo,
    produto adquirido e muitas outras formas, dependendo de seu objetivo.

    Não esqueça da acessibilidade

    Por mais que a banda larga esteja a pleno crescimento no Brasil,
    a maioria das conexões à Internet ainda é discada,
    portanto, não abuse do tamanho do e-mail: 12 kb é o
    tamanho recomendado pelo IAB – Interactive
    Advertising Bureau
    . Se seu e-mail marketing é em formato
    HTML, ofereça em local visível a possibilidade
    de visualizar o mesmo conteúdo em uma página da
    web, já que alguns softwares podem bloquear ou mesmo
    impedir a visualização correta da marcação.
    Pelo mesmo motivo, evite também incluir arquivos em anexo,
    especialmente os executáveis, bloqueados na grande maioria
    dos softwares de e-mail. Lembre-se que estes softwares não
    interpretam conteúdo Flash ou Javascript, então,
    na medida do possível, procure substituí-los por
    gifs animados ou imagens estáticas.

    E sucesso nas campanhas!

  • Inteligência em bancos de dados

    Todo desenvolvedor que tenha um conhecimento razoável sobre banco de
    dados já passou pela dúvida sobre como lidar com a possibilidade de
    concentrar boa parte das regras de negócio dentro do banco de dados.

    Atualmente, com a disponibilidade de várias linguagens de programação,
    isto se torna cada vez mais tentador: a Oracle possui além do
    consagrado PL/SQL, suporte a Java, o PostgreSQL chegou num estado de
    arte suportando uma infinidade de linguagens de programação dentro de
    seu SGDB e agora já faz um ano que o MySQL também possui sua própria
    implementação de linguagem procedural.

    Mas o uso desgovernado deste tipo de expediente pode trazer algumas
    desvantagens. Longe de querer ditar melhores práticas, gostaria aqui
    de discutir um pouco este tema que tem me intrigado por algum tempo.

    Nos primórdios da informática, onde reinavam solenes apenas os
    computadores de grande porte, não havia a opção de distribuir a carga
    de processamento em várias máquinas separadas. Os SGDBs relacionais
    também começaram a nascer somente no final da década de 70 com o DB2,
    Oracle e Ingres. Sendo assim, toda a aplicação se concentrava em geral
    na mesma máquina.

    Com o surgimento dos microcomputadores, veio a revolução da arquitetura
    cliente-servidor no final da década de 80. A idéia era criar
    aplicações rodando em microcomputadores (clientes) e armazenar as
    informações em SGDBs que ficassem em máquinas mais confiáveis (servidores). Com isso, foi possível adquirir servidores com um preço
    bem mais acessível que os computadores de grande porte, uma vez que a
    carga de processamento da aplicação ficou distribuída nos
    microcomputadores dos usuários.

    Nesta época, linguagens como o VB e o Delphi invadiram o mercado
    construindo aplicações cliente servidor com pães numa padaria. As
    aplicações cliente-servidor em boa parte foram muito bem sucedida, mas

    em ambientes corporativos elas começaram a apresentar uma performance
    muito insatisfatória. Conforme o tamanho do código cresce e as
    aplicações vão ficando mais pesadas várias coisas acontecem:

    . O código fica difícil de manter (bem, isto não é nenhuma novidade…)

    . Em transações longas, onde muito cálculo é utilizado, as
    máquinas utilizadas no cliente tem baixa capacidade de processamento,
    tornando a operação lenta.
    . Em transações longas com várias consultas ao banco de dados, o
    tráfego de rede é muito alto e gera um gargalo de desempenho.

    . Pequenas falhas na rede durante o processamento de transações
    longas podem no mínimo obrigar toda a operação a ser reiniciada.

    É neste ponto em que entra em cena a linguagem procedural embutida no
    banco de dados. Com isso, é possível disparar gatilhos em
    circunstâncias determinadas e executar procedures e funções dentro do
    SGDB. O ganho de velocidade em aplicações cliente-servidor é realmente
    fantástico em transações longas.

    Mas como tudo na vida, algumas pessoas se empolgaram! A idéia destas
    pessoas foi a de utilizar as aplicações no cliente apenas para exibir
    e receber informações, deixando todo o processamento das informações
    dentro do SGDB. Uma vantagem interessante desta técnica ocorre quando
    você possui mais de uma aplicação acessando o mesmo banco de dados. Um exemplo disto poderia ser uma aplicação cliente-servidor tradicional
    utilizada para alimentar e processar as informações, uma planilha
    extraindo informações complexas do banco de dados e uma aplicação web
    fazendo consultas de informações específicas. Neste ponto, centralizar
    toda a “inteligência” ou “regras de negócio” dentro do SGDB facilita a
    vida de quem tem que manter o código destas diferentes aplicações.

    E qual a desvantagem disto? Bem, os ajustes de desempenho do SGDB tem

    que mudar drasticamente. Antes, a coisa mais importante no desempenho
    de um banco de dados transacional era a velocidade dos seus discos.
    Com o acúmulo de tarefas de processamento da aplicação dentro do SGDB
    na mesma máquina, o processador começa a assumir um papel cada vez mais
    importante. O resultado disto pode ser um SGDB muito lento.

    Enquanto isto novas tendências de mercado começaram a ganhar força:
    Programação Orientada a Objeto e Aplicações Web. Na programação
    orientada a objeto, as linguagens procedurais perdem seu papel, pois
    estão muito mais próxima da lógica relacional dos SGDBs, embora o Sr.
    C. J. Date afirme que a maior parte dos fundamentos da P.O.O. estão na
    teoria relacional. Seja como for, outra tendência que ganhou força com
    a orientação a objetos é a programação em camadas. Com isso, o
    aplicativo começa a ser dividido em unidades funcionais, sendo que
    algumas delas certamente ficarão a cargo de servidores dedicados com
    maior capacidade de processamento, e conexão de rede dedicada com o
    SGDB. O mesmo acontece naturalmente em aplicações Web onde o
    processamento não é realizado em um computador cliente e sim no
    servidor web (ou em mais servidores se a aplicação for realizada em
    várias camadas).

    Hoje se fala muito em camadas de abstração de bancos de dados e em
    frameworks MVC. Eles permitem que você desenvolva a aplicação sem se
    preocupar com qual banco de dados está utilizando. Desta forma, as
    linguagens procedurais nos SGDBs perderiam completamente sua função! A
    idéia é realmente tentadora.

    No entanto, quando estudamos as boas opções no mercado, verifica-se a
    existência de brechas para enviar comandos específicos para cada SGDB.
    Isto ocorre porque se a abstração de SGDB fosse perfeita, certamente
    não precisaríamos de diferentes SGDBs no mercado. Há momentos em que é
    preciso acessar funcionalidades específicas de cada SGDB que as
    camadas de abstração não são capazes de lidar diretamente. Quando se

    precisa de funcionalidades avançadas e/ou alto desempenho em longas
    transações, as linguagem procedurais ainda são utilizadas mesmo em
    aplicações com várias camadas como no modelo MVC.

    É claro que as camadas de abstração de dados tendem a evoluir, assim
    como o padrão SQL tem evoluído. No entanto, estamos longe de uma
    padronização das linguagens procedurais dentro de bancos de dados,
    além de haverem novas funcionalidades sendo implementadas todos os
    dias nos SGDBs relacionais. Dito isto, é provável que aplicações
    continuem se beneficiando de camadas de abstração de dados, no entanto
    elas não cobrirão plenamente as necessidades de grandes aplicações
    corporativas, devendo haver sempre brechas para acessar diretamente as
    funcionalidades especificas de cada SGDB.

    Enfim não existe uma regra clara para utilização de linguagens
    procedurais dem SGDBs. Existem funcionalidades como prover
    auditabilidade, gerar logs e realizar a carga de dados complexos onde
    estes são consagrados, além do processamento de longas transações com
    velocidade e confiabilidade ainda imbatíveis.

    Em sistemas pequenos, a centralização da inteligência da aplicação
    dentro de SGDBs é aceitável, porém com o aumento de aplicações Web e
    frameworks como o Ruby On Rails, esta não parece ser uma tendência de
    longo prazo.

    Por fim, este assunto é bastante polêmico e não existem regras formais
    para o uso de linguagens procedurais em SGDBs. A criatividade e o bom
    censo dos desenvolvedores e DBAs podem sempre apontar para novos rumos
    ou demonstrar equívocos.

    Se você tem uma opinião diferente ou quer acrescentar alguma coisa,
    deixe seu comentário abaixo.

  • TCP/IP – Parte 40

    Neste item da série, você aprenderá a
    acessar e a configurar as propriedades do servidor DHCP do Windows
    2000 Server. Existem algumas propriedades que são iguais
    as propriedades configuradas para um escopo (mais especificamente
    a guia DNS). Neste caso, ao configurar as propriedades para o
    servidor DHCP, estas propriedades serão aplicadas a todos
    os escopos do servidor DHCP.

    Para configurar as propriedades do servidor DHCP, siga os passos indicados a seguir:

    01. Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.

    02. Abra
    o console de administração do DHCP: Iniciar > Programas > Ferramentas Administrativas > DHCP.

    03. Clique
    com o botão direito do mouse no servidor a ser configurado.

    04. No
    menu de opções que é exibido clique em Propriedades. A janela de propriedades do servidor DHCP será aberta, com a guia Geral selecionada, conforme indicado na Figura a seguir:



    Figura – A guia de de configuraçoes gerais do servidor DHCP

    Nesta guia estão disponíveis as seguintes opções:

    . Atualizar estatísticas
    automaticamente a cada:
    Neste campo, você pode
    definir o intervalo de atualização das estatísticas
    do servidor DHCP. As estatísticas informam o número
    de concesões ativas, o número de renovações
    e assim por diante.

    . Ativar o log de auditoria do
    DHCP:
    Esta opção é utilizada
    para habilitar o log das atividades do servidor DHCP. As informações
    do log são gravadas em arquivos  de texto na
    pasta %windir%\System32\Dhcp. O administrador pode utilizar
    as informações contidas no log de atividades
    do DHCP para obter informações úteis
    para a resolução de problemas com o servidor
    DHCP. A seguir um exemplo do log que é gerado pelo
    DHCP. Neste exemplo, o servidor foi inicializado sem ter sido
    autorizado no Active Directory. Em seguida, o serviço é parado
    e é autorizado no Active Directory.

    . ID Date,Time,Description,IP
    Address,Host Name,MAC Address

    00,04/19/99,12:43:06,Started,,,

    60,04/19/99,12:43:21,No DC is DS Enabled,,MYDOMAIN,

    63,04/19/99,12:43:28,Restarting rogue detection,,,

    01,04/19/99,13:11:13,Stopped,,,

    00,04/19/99,12:43:06,Started,,,

    55,04/19/99,12:43:54,Authorized(servicing),,MYDOMAIN,

    . Mostrar a pasta de tabela de BOOTP: Ao
    marcar esta opção, será exibida mais uma opção abaixo do servidor DHCP, no console de administração do DHCP. Será exibida a opção BOOTP, a qual será utilizada, se você ainda tiver clientes de rede que dependem do BOOTP.

    05. Defina as configurações de desejados e dê um clique na guia DNS. Esta guia, exibida na Figura a seguir e apresenta as mesmas opções da guia DNS, das propriedades de um escopo. A única diferença é que as opções configuradas na guia DNS, das propriedades do servidor, serão aplicadas a todos os escopos configurados no servidor DHCP. Estas opções foram explicadas anteriormente, durante o exemplo prático de configuração das propriedades do escopo.



    Figura – A guia de de configuraçoes da Integração DHCP com o DNS

    06. Defina as configurações desejadas e dê um clique na guia Avançado. Serão exibidas as opções indicadas na Figura a seguir:


    Figura – A guia de de configuraçoes avançadas do servidor DHCP

    07. Nesta guia, você pode definir um número de tentativas de detecção de conflito de endereço IP, que o servidor DHCP deve fazer, antes de conceder um endereço IP para um cliente. Por padrão, esta opção é desabilitada. Clientes rodando o Windows 2000, Windows XP ou Windows Server 2003 fazem esta verificação automaticamente. Ou seja, quando um destes clientes recebe uma concessão do servidor DHCP, o próprio cliente usa o comando ping para verificar se o endereço ofertado já não está em uso na rede. Se você possui apenas clientes com uma destas versões, não será necessário habilitar a detecção de conflitos no servidor DHCP. Se você possui clientes mais antigos, tais como Windows 95, Windows 98 e Windows Me, você pode habilitar a detecção de conflito de endereços no servidor DHCP, já que estes clientes mais antigos não fazem esta detecção automaticamente.

    Habilitar a detecção no servidor gerá tráfego adicional na rede. Somente habilite esta opção se você tiver com muitos problemas de conflitos de endereços IP na rede e tiver clientes com versões mais antigas do Windows. Mesmo assim, não utilize valores maiores do que 1, para o número de tentativas, pois senão será gerádo muito tráfego de rede adicional. Nesta guia, também estão disponíveis campos para informar o caminho para o arquivo de log do DHCP (o padrão é \%windir%\System32\dhcp) e o caminho para o banco de dados do DHCP (o padrão é \%windir%\System32\dhcp). Na opção Alterar vinculações de conexões de servidor, você pode clicar no botão Ligações, para definir qual das conexões de rede (se houver mais de uma), será utilizada para atender requisições dos clientes. Ao clicar no botão Ligações…, será exibida a janela Ligações para que você selecione a interface a ser utilizada, conforme indicado na Figura a seguir (embora nesta figura esteja disponível uma única conexão). Marque a interface a ser utilizada e clique em OK. Você estará de volta à guia Avançado.



    Figura – A janela para selecionar a interface a ser utilizada pelo servidor DHCP

    08. Defina as configurações desejadas e clique em OK para aplicá-las.

    Pronto, sobre as configurações do servidor DHCP era isso. Agora você aprenderá a gerenciar a base de dados do servidor DHCP.

    Gerenciando a base de dados do servidor DHCP

    A base de dados do servidor DHCP é gravada na pasta \%windir%\System32\dhcp, no arquivo dhcp.mdb. Embora seja um arquivo .mdb, este não pode ser aberto diretamente com o Microsoft Access. Este é um arquivo .mdb modificado, a exemplo do que acontece com a base de dados do WINS (\%windir%\System32\wins\wins.mdb), conforme será descrito nas próximas partes desta série.

    Por padrão, a cada 60 minutos, o Windows 2000 Server faz um backup da base de dados do DHCP. O backup é efetuado na pasta \%windir%\System32\dhcp\backup.

    Opções do comando ipconfig relacionadas ao DHCP

    Anteriormente, você aprendeu algumas opções do comando ipconfig relacionadas com o DNS. Neste item, você aprenderá as opções do comando ipconfig relacionadas com o DNS. O comando ipconfig pode ser utilizado nos clientes, para liberar uma concessão, renovar uma concessão e para verificar as configurações do protocolo TCP/IP. A seguir mostro algumas das utilizações deste comando.

    Para liberar a concessão (release) do cliente, utilize o seguinte comando:

    ipconfig /release

    Este comando libera a concessão do endereço IP do cliente. Logo após a execução deste comando, o cliente estará sem endereço IP. Se você executar o comando ipconfig, será informado um endereço IP igual a: 0.0.0.0. O que na prática significa: sem configurações do protocolo TCP/IP.

    Para renovar a concessão do cliente, utilize o seguinte comando:

    ipconfig /renew

    Este comando irá fazer com que o cliente tente renovar a sua concessão com o servidor DHCP. Se a renovação for feita com sucesso, o cliente continuará utilizando o mesmo endereço IP. Já se tiver havido mudanças nas opções do servidor DHCP (default gateway, endereço IP do servidor DNS e assim por diante), os novos valores serão passados para o cliente, durante  processo de renovação da concessão.

    Para obter informações sobre as configurações do protocolo TCP/IP, no computador do cliente, utilize um dos seguintes comandos:

    ipconfig

    Este comando exibe apenas informações básicas, tais como o número IP e a máscara de sub-rede.

    ipconfig /all

    Este comando exibe informações detalhadas sobre as configurações do protocolo TCP/IP em todas as interfaces do computador.

    Nota: Clientes mais antigos como o Windows 95, 98 ou Me, não disponibilizam o comando ipconfig. Nestes clientes, você pode utilizar o comando winipcfg para verificar as configurações do protocolo TCP/IP e para liberar ou renovar uma concessão do servidor DHCP.

    Administração do servidor DHCP através da linha de comando:

    O comando netsh, com a opção dhcp, pode ser utilizado para administração do servidor DHCP. Na prática, qualquer configuração ou ação que você faz com o console DHCP é possível de ser feita com o comando netsh. Este comando é indicado para situações onde o administrador irá configurar vários servidores DHCP, com um conjunto de configurações padrão. Nesta situação, o administrador pode criar um script que utiliza o comando netsh para executar as tarefas necessárias. Depois é só enviar o script para o administrador de cada localidade onde o DHCP será configurado. O administrador local executa o script e pronto, o DHCP é configurado.

    IMPORTANTE: O comand netsh não está disponível, por padrão, após a instalação do Windows 2000 Server e do DHCP. Este comando faz parte de um pacote de utilitários conhecidos como Supprt Tools (Ferramentas de suporte). Estas ferramentas não são instaladas automaticamente. Para instalar as ferramentas de suporte, siga os passos indicados a seguir:

    01. Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.

    02. Insira
    o CD de instalação do Windows 2000 Server. Se for aberta uma tela de instalação do Windows 2000 Server, feche-a.

    03. Abra
    o Windows Explorer e acesse o drive de CD onde está o CD de instalação do Windows 2000 Server.

    04. Acesse
    a pasta \Support\Tools.

    05. As
    ferramentas de suporte são instaladas usando o arquivo Setup.exe que está na pasta Tools. Dê um clique duplo no arquivo Setup.exe, para iniciar o assistente de instalação das ferramentas de suporte.

    06. Siga
    as etapas do assistente para concluir a instalação das ferramentas de suporte. Pronto, agora o comando netsh estará disponível para utilização no servidor onde as ferramentas de suporte foram instaladas.

    Para utilizar o comando netsh para administração do DHCP, siga os passos indicados a seguir:

    01. Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.

    02. Abra
    um prompt de comando.

    03. Digite
    netsh e tecle Enter.

    04. Será exibido o promtp netsh.

    05. Digite
    dhcp e tecle Enter.

    06. Será exibido o prompt netsh dhcp.

    07. Para
    exibir uma alista dos comandos disponíveis digite list e tecle Enter.

    08. Será exibida a lista dos comandos disponíveis, conforme indicado na Figura a seguir:



    Figura – O comando netsh com a opção dhcp

    09. Para obter informações sobre um comando específico, digite o nome do comando, um espaço e ?. Tecle Enter. Serão exibidas informações sobre o comando.

    DHCP Relay Agent

    O conceito de DHCP Relay Agent é um bom candidato a aparecer nos exames de Certificação do Windows 2000 Server, devido a sua importância e uso, corriqueiro, em situações do dia-a-dia. Você aprenderá o conceito sobre DHCP Relay Agent, através de uma questão simulada.

    Questão: Você é o Administrador da rede da sua empresa. A empresa possui um escritório em São Paulo, no qual está instalado um Controlador de Domínio, um servidor DNS e DHCP. Todas as estações de trabalho e Notebooks estão configurados para usar o DHCP. O DHCP está funcionando corretamente. A rede de SP utiliza a seguinte rede: 10.10.10.0/255.255.255.0. A empresa também tem uma filial no Rio de Janeiro. A rede da filial do Rio de Janeiro utiliza o seguinte esquema de endereçamento: 10.10.20.0/255.255.255.0. O servidor DHCP está corretamente configurado com escopos para as duas redes. Na filial em SP está tudo OK, as estações de trabalho e os notebooks estão conseguindo obter as configurações IP, a partir do servidor DHCP. O DNS está funcionando normalmente, porém os clientes, da filial do RJ, não estão conseguindo obter as configurações IP a partir do servidor DHCP da matriz em São Paulo. O que você deve fazer para solucionar esta questão.

     

    a) Utilize o comando ipconfig/renew em todas as estações de trabalho no RJ.

     

    b) Utilize o comando ipconfig/fluship em todas as estações de trabalho no RJ.

     

    c) Utilize o comando ipconfig/renew no servidor DHCP em SP.

     

    d) Configurar, na rede no RJ, o DHCP Relay Agent.

     

    e) Configurar, na rede em SP, o DHCP Relay Agent.

     

    Resposta certa: d  

    Comentários: Os clientes no RJ não tem como acessar o servidor DHCP em SP. Isso acontece porque, por padrão, o protocolo Bootp, utilizado pelos clientes, para localizar o servidor DHCP e trocar informações com o servidor, não é habilitado nos roteadores. Este protocolo é utilizado para a troca inicial de mensagens – DHCPDiscover, DHCPOffer e assim por diante. Para que essa comunicação possa existir, você precisa do DHCP Relay Agent, o qual faz o papel de intermediário, ou seja, ele intercepta a requisição dos clientes e consegue enviá-la, através do roteador, para que chegue até o servidor DHCP. O DHCP Relay Agent também recebe a resposta vinda do servidor DHCP e passa para o respectivo cliente. Nas situações onde o servidor DHCP fica em uma rede externa, acessível somente através de um roteador, a solução passa a ser o uso do DHCP Relay Agent, na rede que não tem servidor DHCP. Nesta questão, o servidor DHCP fica no escritório em SP. No escritório do RJ, você deve instalar e configurar o DHC Relay Agent, para que os clientes do escritório do RJ possam obter concessões a partir do servidor DHCP do escritório em SP. Ou seja, o DHCP Relay Agent é instalado e configurado na rede que não tem servidor DHCP. Por isso a resposta correta é a letra “d”.

    Conclusão e dicas não esqueça para os Exames

    Nas partes de 36 a 40 falei sobre o DHCP. O servidor DHCP é utiliado para automatizar as configurações do protocolo TCP/IP nos dispositivos de rede. Com o uso de escopos e de um processo de concessão de endereços, o DHCP facilita e automatiza o processo de configuração do protocolo TCP/IP.

    A seguir apresento uma série de dicas sobre pontos que você não pode esquecer para o exame 70-216, que é o exame que aborda os serviços de redes do Windows 2000 Server:

    01. O servidor DHCP precisa ser autorizado no Active Directory. Somente mebros do grupo Enterprise Admins é que tem permissão para autorizar um servidor DHCP no Active Directory.

    02. Após a criação de um escopo, este deve ser ativado para que possam ser feitas concessões para os clientes.

    03. O
    comando ipconfig/renew é utilizado para renovar uma concessão e o comando ipconfig/release é utilisado para liberar uma concessão.

    04. Revise
    em detalhes o conceito de APIPA, abordado anteriormente.

    05. Revise
    o conceito de DHCP Relay Agent, abordado anteriormente.

    06. Entenda,
    em detalhes, como funciona a integração do DHCP com o DNS e como é feito o registro dinâmico no DNS, dos registros A e PTR, para clientes com versões antigas do Windows, tais como Windows 95, Windows 98, Windows Me e NT 4.0.

    07. Entenda
    como funciona o mecanismo de registro dinâmico em zonas integradas com o Active Directory e a utilização do grupo DnsUpdateProxy.

    08. O
    DHCP permite que sejam criadas reservas de endereços. As reservas são feitas com base no endereço MAC da placa de rede e não no nome da estação de trabalho.

    09. O
    processo de conessão é feito através da troca de quatro mensagens entre o cliente e o servidor DHCP: DHCPDiscover (o cliente tenta encontrar um servidor DHCP), DHCPOffer (o servidor DHCP faz uma oferta), DHCPRequest (o cliente seleciona a primeira oferta a chegar) e DHCPAck (o servidor aceita o pedido do cliente e o processo está completo).

    10. As
    mensagens DHCPDIscover, DHCPOffer e DHCPRequest são enviadas através de broadcast.

    11. As
    opções do DHCP (default gateway, endereço IP de um ou mais servidor DNS e assim por diante), podem ser configuradas em três níveis: servidor (são válidas para todos os escopos configurados no servidor DHCP); escopo (se aplicam a um escopo especificamente) e opções de uma reserva (se aplicam a reserva e, por padrão, são herdadas do escopo onde a reserva foi criada).

    A seguir, mais dois exemplos de questões envolvendo conceitos relacionados ao DHCP:

    Questão 01: Como Administrador da rede você gostaria de utilizar o serviço de DHCP para fazer a configuração automática do TCP/IP nas estações de trabalho. Você instala o DHCP e cria um escopo com 30 endereços para serem utilizados pelos Notebooks. Para as estações de trabalho você criar reservas de endereços para o MAC Address da placa de rede. Tanto as estações de trabalho quanto os notebooks estão configurados com o Windows 2000 Professional. Você reinicializa o servidor e todas as estações de trabalho e notebooks (todos configurados para usar DHCP). Porém nenhuma das estações ou Notebooks consegue se comunicar na rede local e nem com as redes externas. O que você deve fazer para resolver este problema?

     

    a) Configure o DHCP para fornecer a máscara de sub-rede e o IP do default gateway para os clientes.

     

    b) Ative o escopo criado no servidor DHCP.

     

    c) Ative o servidor DHCP no Active Directory.

    d) Autorize o servidor DHCP no Actvie Directory.

     

    e) Execute o comando ipconfig/renew em todas as estações de trabalho e notebooks.

     

    Resposta certa: d

     

    Comentários: O ponto principal desta questão é que não basta instalar o serviço DHCP e configurar os escopos, reservas e opções necessárias. Além disso, é preciso Autorizar o servidor DHCP no Active Directory. Sem esta autorização, é como se o servidor DHCP não existisse. Somente membros do grupo Enterprise Admin tem permissão para autorizar servidores DHCP no Actvie Directory. Por isso que a resposta correta é a letra “d”. O comando ipconfig/renew até deve ser executado, depois que o servidor DHCP estiver OK. Com este comando, as estações de trabalho e os notebooks conseguirão obter as configurações a partir do servidor DHCP, sem que tenham que ser reinicializados. Porém, de nada adianta executar este comando, enquanto o servidor DHCP não tiver sido autorizado no Active Directory.

    Questão 02: Você é o Administrador da rede. O usuário jsilva abre um chamado informando que não consegue acessar os recursos da rede local, nem acessar a Internet e nem sistemas localizados em servidores de redes externas, ou seja, ele simplesmente não consegue conectar-se à rede da empresa. Os demais usuários da rede, em suas estações de trabalho, conseguem acessar a Internet, bem como os demais recursos em redes externas. Você executa o comando ipconfig/all na estação de trabalho do usuário jsilva e obtém o resultado indicados na Figura a seguir:



    Figura – Configurações do TCP/IP do cliente

    Qual a causa mais provável para o problema de o
    usuário jsilva não conseguir se comunicar com
    a rede da empresa?

    a) O Roteamento de IP não está ativado.

     

    b) A máscara de sub-rede é inválida.

     

    c) Não existe um Gateway padrão (Default gateway)
    definido.

     

    d) A estação de trabalho do usuário jsilva não
    conseguiu conectar o servidor DHCP.

     

    e) O servidor DNS está fora do ar.

     

    Resposta certa: d  

    Comentários: A dica nesta questão é o número IP: 169.254.x.y com a máscara de sub-rede 255.255.0.0. No Windows 2000 existe um recurso chamada APIPA – Automatic Private IP Addressing. Quando uma estação de trabalho, com o Windows 2000 instalado, não é configurada com um endereço IP e não consegue obter este endereço IP a partir de um servidor DHCP, o Windows 2000, automaticamente, atribui um endereço da rede 169.254.0.0, com máscara 255.255.0.0. De tempos em tempos, o Windows 2000 fica monitorando a rede. Se um servidor DHCP responder às requisições do cliente, o Windows 2000 descarta o endereço automaticamente atribuído e obtém as configurações a partir do servidor DHCP. No cenário descrito na questão, as demais estações estão comunicando normalmente na rede. A estação do jsilva, por algum motivo, não conseguiu se comunicar com o servidor DHCP e por isso recebeu uma configuração de rede diferente do padrão da rede local (10.10.10.0 e máscara 255.255.255.0). Com isso, é como se a estação do jsliva estivesse em outra rede, a rede 169.254.0.0, a qual não consegue se comunicar com a rede local da empresa. Por isso a alternativa correta é a letra “d”.

    Bom, é isso! Abraços!